ISRAEL NA TRIBULAÇÃO - PARTE II

SERMÃO DO MONTE DAS OLIVEIRAS – PARTE 3

INTRODUÇÃO

Chegamos à terceira parte do nosso estudo sobre o Sermão Profético do Monte das Oliveiras, registrado em Mateus 24–25, Marcos 13 e Lucas 21.

Nos artigos anteriores, observamos que o Senhor Jesus respondeu às perguntas dos discípulos apresentando uma sequência profética relacionada principalmente ao futuro de Israel, à Grande Tribulação e à Sua Segunda Vinda.

Nesta terceira parte, avançaremos para Mateus 25, onde encontramos importantes ensinamentos de Jesus relacionados à preparação para Sua vinda. O capítulo apresenta a parábola das Dez Virgens, a parábola dos Talentos e, posteriormente, o ensino sobre o julgamento das nações.

Essas passagens precisam ser compreendidas dentro do contexto profético apresentado por Jesus nos capítulos 24 e 25, especialmente em relação à consumação dos acontecimentos anunciados no Sermão do Monte das Oliveiras.

I – A PARÁBOLA DAS DEZ VIRGENS

Jesus inicia Mateus 25 apresentando a parábola das dez virgens:

“Então, o reino dos céus será semelhante a dez virgens que, tomando as suas lâmpadas, saíram a encontrar-se com o noivo.” (Mateus 25.1)

A palavra “então” estabelece uma ligação com aquilo que foi apresentado anteriormente. Portanto, a parábola deve ser considerada dentro da sequência profética do discurso.

Jesus apresenta dez virgens: cinco prudentes e cinco néscias. As prudentes levaram azeite juntamente com suas lâmpadas, enquanto as néscias levaram apenas as lâmpadas.

O noivo demorou, e todas adormeceram. À meia-noite, porém, ouviu-se o anúncio:

“Eis o noivo! Saí ao seu encontro!” (Mateus 25.6)

Quando chegou o momento de encontrar-se com o noivo, ficou evidente a diferença entre as prudentes e as néscias. As primeiras estavam preparadas; as últimas não.

O ponto central da parábola é apresentado nas palavras de Jesus:

“Vigiai, pois, porque não sabeis o dia nem a hora.” (Mateus 25.13)

Dentro do contexto do Sermão do Monte das Oliveiras, a parábola reforça o chamado à vigilância diante da vinda do Messias.

II – A IMPORTÂNCIA DA PREPARAÇÃO

A parábola apresenta uma distinção clara entre aqueles que estavam preparados e aqueles que não estavam.

As cinco virgens prudentes estavam preparadas para a chegada do noivo. As cinco néscias, entretanto, perceberam sua falta de preparo somente quando o momento decisivo chegou.

O ensino de Cristo não deve ser reduzido simplesmente a uma advertência sobre conhecer uma data. Pelo contrário, a ênfase está na necessidade de estar preparado diante de um acontecimento cuja hora exata não foi revelada.

O mesmo princípio já havia sido apresentado por Jesus no capítulo anterior:

“Por isso, ficai também vós apercebidos; porque, à hora em que não cuidais, o Filho do Homem virá.” (Mateus 24.44)

Assim, Mateus 25 continua desenvolvendo o tema da vigilância apresentado em Mateus 24.

III – A PARÁBOLA DOS TALENTOS

Na sequência, Jesus apresenta a parábola dos talentos:

“Pois será como um homem que, ausentando-se do país, chamou os seus servos e lhes confiou os seus bens.” (Mateus 25.14)

Um servo recebeu cinco talentos, outro recebeu dois e outro recebeu um. Cada um recebeu de acordo com a sua capacidade.

Os dois primeiros servos trabalharam com aquilo que haviam recebido e apresentaram resultado ao seu senhor. O terceiro, porém, enterrou o talento que havia recebido.

Quando o senhor voltou, houve uma prestação de contas.

Aos servos que foram fiéis, ele declarou:

“Muito bem, servo bom e fiel; foste fiel no pouco, sobre o muito te colocarei; entra no gozo do teu senhor.” (Mateus 25.21)

Ao servo que não havia utilizado adequadamente aquilo que recebera, entretanto, foi aplicada uma sentença de rejeição.

A parábola, portanto, também está relacionada à responsabilidade diante da vinda do Senhor. O retorno do senhor da parábola aponta para o momento de prestação de contas.

IV – A RELAÇÃO COM A SEGUNDA VINDA

As duas parábolas devem ser consideradas dentro da sequência estabelecida pelo próprio discurso de Jesus.

Em Mateus 24, o Senhor fala sobre Sua vinda, a necessidade de vigilância e a condição inesperada daquele momento. Em Mateus 25, Ele apresenta ilustrações que reforçam a necessidade de estar preparado e de demonstrar fidelidade.

Portanto, o ensino não deve ser isolado do contexto profético. As parábolas das dez virgens e dos talentos fazem parte da conclusão do Sermão Profético do Monte das Oliveiras.

Elas também preparam o leitor para o ensino seguinte de Jesus, no qual Ele apresenta o julgamento das nações.

CONCLUSÃO

O Sermão Profético do Monte das Oliveiras apresenta uma sequência profética que conduz o leitor aos acontecimentos relacionados à consumação dos séculos e à manifestação do Reino.

Em Mateus 25, Jesus utiliza as parábolas das dez virgens e dos talentos para ensinar sobre vigilância, preparação, responsabilidade e prestação de contas diante de Sua vinda.

O estudo do Sermão, porém, ainda não termina aqui. No próximo artigo, trataremos especificamente do julgamento de Israel, tema que será analisado dentro do contexto da Segunda Vinda de Cristo.

Em seguida, abordaremos separadamente o julgamento das nações, evitando misturar esses dois julgamentos com o desenvolvimento principal deste artigo.


FONTE: Manual de Escatologia
AUTOR: John Dwight Pentecost
EDITORA: Vida