OS NOVOS CÉUS E A NOVA TERRA
Depois do julgamento final e do destino definitivo dos ímpios, a revelação bíblica apresenta uma nova realidade para a criação. Os céus e a terra existentes darão lugar aos novos céus e à nova terra, preparados por Deus para a consumação do Seu propósito eterno.
Essa realidade é apresentada nas Escrituras como uma nova criação: “Pois eis que eu crio novos céus e nova terra” (Isaías 65.17); “Porque, como os novos céus e a nova terra, que hei de fazer, estarão diante de mim, diz o Senhor” (Isaías 66.22). Pedro também afirma que aguardamos “novos céus e nova terra, nos quais habita justiça” (2 Pedro 3.13), enquanto João contempla “novo céu e nova terra” (Apocalipse 21.1).
A CRIAÇÃO DOS NOVOS CÉUS E DA NOVA TERRA
A criação dos novos céus e da nova terra representa uma intervenção definitiva de Deus sobre a ordem criada. Na sequência apresentada em Apocalipse 20–21, o Reino Milenar é seguido pelo julgamento final, pela destruição definitiva da morte e do Hades e, então, pela visão dos novos céus e da nova terra.
Assim, dentro da compreensão pré-milenista, os novos céus e a nova terra constituem a realidade definitiva que sucede os acontecimentos finais da história. A criação atual esteve relacionada ao desenvolvimento do propósito de Deus ao longo da história da redenção; a nova criação será o cenário da manifestação plena e eterna do Seu governo.
Pedro declara que, nessa nova realidade, “habita justiça” (2 Pedro 3.13). A nova criação não deve ser entendida apenas como uma mudança de cenário, mas como a consumação do propósito de Deus, quando a justiça será plenamente estabelecida e as consequências do pecado e da morte não farão mais parte da realidade eterna.
AS PROMESSAS DE DEUS E A NOVA CRIAÇÃO
As promessas feitas por Deus a Israel também encontram sua consumação dentro dessa realidade definitiva. Essas promessas envolvem a terra, a existência nacional, o Reino, o Rei e as bênçãos relacionadas à aliança.
Na perspectiva pré-milenista, essas promessas possuem cumprimento histórico e encontram sua consumação dentro do propósito eterno de Deus. A nova criação, portanto, não deve ser vista como uma realidade desvinculada da história da redenção, mas como a consumação do plano que Deus desenvolveu ao longo das Escrituras.
Apocalipse 21.3 apresenta uma das características centrais dessa realidade: “Eis o tabernáculo de Deus com os homens. Deus habitará com eles. Eles serão povos de Deus, e Deus mesmo estará com eles”.
A presença de Deus com os homens constitui o grande destaque do Estado Eterno. A nova criação será a realidade na qual o relacionamento entre Deus e Seu povo será desfrutado em sua plenitude.
A ESPERANÇA ETERNA DA IGREJA
Ao tratar do destino eterno da Igreja, deve-se observar que a esperança cristã está fundamentalmente relacionada a uma Pessoa: Jesus Cristo.
O Senhor Jesus declarou: “E, quando eu for e vos preparar lugar, voltarei e vos receberei para mim mesmo, para que, onde eu estou, estejais vós também” (João 14.3).
O lugar preparado por Cristo possui importância, mas o centro da promessa é a presença do próprio Senhor. A esperança da Igreja é estar para sempre com Cristo.
Paulo afirma que, no encontro com o Senhor, os santos estarão “para sempre com o Senhor” (1 Tessalonicenses 4.17). João também declara que, quando Cristo se manifestar, os crentes “serão semelhantes a ele, porque haverão de vê-lo como ele é” (1 João 3.2).
Essa esperança também aparece na oração de Jesus: “Pai, a minha vontade é que, onde eu estou, estejam também comigo os que me deste, para que vejam a minha glória que me conferiste” (João 17.24).
Portanto, o que se destaca na esperança gloriosa da Igreja é estar com Cristo, contemplar Sua glória e participar eternamente da realidade que Deus estabeleceu para os Seus santos.
A IGREJA NA NOVA CRIAÇÃO
Apocalipse 21 apresenta os novos céus e a nova terra e, dentro dessa realidade, a Nova Jerusalém descendo do céu. O texto afirma novamente que Deus habitará com os homens e que Seu povo desfrutará plenamente de Sua presença.
Uma vez que as Escrituras revelam que a Igreja estará para sempre com Cristo, e que Cristo estará presente na realidade eterna apresentada em Apocalipse 21, compreende-se que a Igreja participará da nova criação e da realidade representada pela Nova Jerusalém.
A presença eterna de Cristo no Reino Eterno também significa que Sua glória será plenamente manifestada, e os Seus santos estarão com Ele para contemplar essa glória para sempre.
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