A Grande Tribulação no Mesotribulacionismo
Introdução
O Mesotribulacionismo é uma posição escatológica que entende que o arrebatamento da Igreja ocorrerá no meio da Grande Tribulação, antes do derramamento mais intenso da ira divina. Dentro dessa perspectiva, a Grande Tribulação não é vista como um período homogêneo, mas como um tempo dividido, com características distintas em sua primeira e segunda metade.
Pressupostos Mesotribulacionistas da Grande Tribulação
O Tempo da Tribulação
Para o Mesotribulacionismo, a Grande Tribulação corresponde à 70ª semana de Daniel (Dn 9.27), um período futuro e literal de sete anos determinado por Deus.
O Período da Tribulação
Esse período é geralmente dividido em duas metades de três anos e meio. A Igreja estaria presente apenas na primeira metade da Tribulação, sendo arrebatada no ponto médio desse período.
O Início da Tribulação
A Tribulação teria início com a confirmação de uma aliança entre o Anticristo e muitos, especialmente envolvendo Israel, conforme Daniel 9.27.
A Relação do Espírito Santo com a Tribulação
Os mesotribulacionistas afirmam que o Espírito Santo continuará atuando na Terra durante a Tribulação, embora com uma obra distinta da atual dispensação da Igreja.
A Relação da Igreja com a Tribulação
Segundo essa visão, a Igreja passará pela primeira metade da Tribulação, enfrentando perseguições humanas e satânicas, mas será arrebatada antes do derramamento pleno da ira de Deus.
A Relação de Israel com a Tribulação
Israel ocupa um papel central durante a Tribulação, especialmente na segunda metade, quando ocorrerá um tempo de angústia sem precedentes para a nação (Jr 30.7).
A Relação do Mundo com a Tribulação
O mundo experimentará julgamentos progressivos, rebelião contra Deus e crescente influência do Anticristo, culminando em juízos mais severos na segunda metade do período.
A Relação da Salvação na Tribulação
O Mesotribulacionismo afirma que haverá salvação durante a Tribulação, com pessoas sendo alcançadas pela mensagem do evangelho, tanto judeus quanto gentios.
Os Juízos da Tribulação
Os juízos iniciais, como os selos e trombetas, são vistos como julgamentos que ainda permitem arrependimento. Os juízos das taças, porém, são compreendidos como manifestações diretas da ira divina, ocorrendo após o arrebatamento da Igreja.
O Fim da Tribulação
A Grande Tribulação termina com a segunda vinda visível de Cristo, quando Ele derrota o Anticristo, julga as nações e estabelece o Seu reino.
Conclusão
No Mesotribulacionismo, a Grande Tribulação é entendida como um período distinto e progressivo, no qual a Igreja participa apenas parcialmente. Essa visão busca harmonizar textos que falam de sofrimento, perseguição e juízo, distinguindo entre a ira dos homens e de Satanás e a ira direta de Deus.
Fontes
- Bíblia Sagrada
- Daniel 9
- Mateus 24
- 1 Tessalonicenses 4–5
- Apocalipse 6–19